sexta-feira, 8 de abril de 2011

Informação ainda é a melhor arma!!!!

O Câncer é um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, e podem se espalhar para outras regiões do corpo. Estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que é o acúmulo de células cancerosas. Já o tumor benigno é apenas uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente representa um risco de morte.

Existem diferentes tipos de câncer devido aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma, se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes.
A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os "hábitos" e o "estilo de vida" adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Nesta sexta-feira, 8 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer, enfermidade que, de acordo com a União Internacional de Combate ao Câncer (UICC), deve afetar cerca de 500 mil pessoas no Brasil, em 2011.

Novos tratamentos ao câncer de mama

O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com nove novos tratamentos para câncer de mama, de fígado, leucemia aguda e linfoma. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde e, no total, serão mais R$ 412 milhões a mais para a área, 25% a mais do que o orçamento atual disponível.

Medicamentos, tratamentos e ampliação do atendimento em hospitais estão entre as áreas contempladas pela medida. Além de novas formas de tratar dos pacientes com câncer, os recursos também serão usados no reajuste do valor pago pelo SUS aos hospitais que realizam serviços de radioterapia. Outro ponto contemplado é a ampliação do atendimento em regime diário de internação, que tem como objetivo agilizar o atendimento a pacientes com leucemia.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Câncer de Pele - Melanoma

Epidemiologia
A letalidade do câncer de pele melanoma é elevada, porém sua incidência é baixa.
As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sudeste.

O melanoma de pele é menos freqüente do que os outros tumores de pele (basocelulares e de células escamosas), porém sua letalidade é mais elevada.
Tem-se observado um expressivo crescimento na incidência deste tumor em populações de cor de pele branca.
Quando os melanomas são detectados em estádios iniciais os mesmos são curáveis.
O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do mesmo.
Nos países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos é de 73%, enquanto que, para os países em desenvolvimento, a sobrevida média é de 56%.
A média mundial estimada é de 69%.
Fatores de Risco
Os fatores de risco, em ordem de importância, são: a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Prevenção
Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos.
Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.
Sintomas
O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada.
A manifestação da doença na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação.
Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.

Diagnóstico
A coloração pode variar do castanho-claro passando por vários matizes chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea).
O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical.
Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme, podendo atingir ou não a derme papilar superior.
No sentido vertical, o seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

Tratamento
A cirurgia é o tratamento mais indicado.
A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos.
A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Vai passar!!!

É com pesar que informo à vocês que nossa fundadora e inspiradora Ana, faleceu dia 09/10, após ter travado uma batalha ferrenha contra a doença.

Não posso me furtar em passar-lhes um pouquinho de quem foi essa criatura:
" Ana é azeda , mas é doce quando é doce..."

Foram 10 anos de tratamento entre pesquisas, quimioterapia, radioterapia, Florais de Bach, Bioenergética, lágrimas, muitos sorrisos e uma tremenda disposição para enfrentar esse calvário.

Isso fez a diferença!

Cada comprimido foi ingerido com a expectativa de uma mudança no rumo das coisas...
Cada queda de cabelo foi enfrentada com lágrimas mas com a esperança de uma volta por cima.
A luta por sua vida e pela vida de outras pessoas a fizeram (con)viver mais anos com o câncer.

Eu tive a honra de passar os últimos meses muito ligada a ela, de corpo e mente.
Foram seis árduos meses.
E uma expressão marcou essa etapa: VAI PASSAR!!!
Eu lhe dizia isso constantemente, por acreditar que tudo um dia passa.
As coisas boas passam e as ruins também!!!

Várias internações, paracenteses, quimioterapias, muita dor, mas também muita alegria em cada alta, cada regresso para casa, cada melhora...

-Vai passar, amiga!

Ana foi uma guerreira sem dúvidas...
Incontáveis vezes presenciei pessoas que chegavam no quarto do Hospital para visitá-la e saíam de lá confortadas por ela.
Palavras de carinho, ânimo, incentivo e consolo.
Orações, cantos, comunhão, diálogo duros, piadinhas que ela fazia com a própria fragilidade.
Sem dúvida, sofri muito por presenciar tanto sofrimento dela, mas também cresci MUITO como ser humano.

Ana foi e será sempre, um anjo em minha vida!!!

Várias vezes me ligava chorando e em segundos de conversa lá estava ela me dando conselhos, me revelando suas preocupações com um amigo, ansiedade pelo futuro da filha e do marido.
E eu, com a resposta de sempre:

- Vai passar, amiga!

Ah! Que linda família!
Ana uma mulher especial, mãe, esposa, amiga...
Quantas facetas!
Tito, um marido presente, companheiro, firme...
A Rafa, uma menina-moça que foi gerada desse e nesse amor!

Como isso foi determinante para que Ana pudesse passar pela vida de tantos...

E lhes digo, sem medo de errar, ela fazia a diferença!!!
Ninguém saía de perto dela sem se sentir um pouco melhor!!!
Sem experimentar daquele sorriso...

Por isso, em meio sua dor, nos convocou a fundarmos a Associação Encontro.
E assim será feito.
Com a ajuda de cada um daqueles que a conheceram ou não, ouviram falar ou não, participaram de uma 'pregação' proferida por ela, conseguiremos realizar esse sonho dela.

Aos que passam por uma luta semelhante, nossas palavras devem chegar-lhes como ânimo e bálsamo...
Não desanime...
Afinal...
Vai passar!!!


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novos equipamentos do Hupe melhoram atendimento a pacientes com câncer

31/08/2009 - D.O./RJ

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o desenvolvimento de lesões e tumores no fígado (metástases) é a principal causa de morte entre portadores de câncer de colo-retal – considerado o segundo tipo mais letal da doença nos países ocidentais. No caso do Brasil, o índice de portadores da doença hoje em dia chega a 13 casos novos para cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres.

Porém, na Região Sudeste, esta taxa é ainda maior: 19 a cada 100 mil homens a cada 100 mil mulheres. Em conseqüência disso, pesquisadores e profissionais de saúde da região têm buscado melhores maneiras de estudar a doença e garantir o tratamento mais adequado.

No Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) da Universidade do estado do Rio de Janeiro (Uerj), um estudo coordenado pelo pesquisador e chefe do Departamento de Cirurgia Geral Marcos Pitombo e desenvolvido com o auxílio do edital Faperj “Apoio aos Hospitais Universitários Sediados no estado do Rio de Janeiro-2008” busca resolver o principal problema verificado: a falta de acesso da população ao procedimento cirúrgico voltado ao tratamento do câncer.

Para garantir a pacientes com câncer o acesso às modernas técnicas de intervenção cirúrgica no Hupe, a pesquisa “Novas estratégias na abordagem de metástases hepáticas do carcinoma do cólon e reto” possibilitou a compra de equipamentos necessários para realizar os procedimentos de maneira mais adequada.

-Enquanto numa operação de grande porte, sem o uso deste equipamento, haveria a necessidade de três auxiliares além do cirurgião, com o uso do afastador o mesmo procedimento poderia ser realizado com uma equipe mais reduzida – explicou Pitombo.

De acordo com o cirurgião, a intervenção cirúrgica é indispensável para o tratamento do câncer colo-retal.

-Cerca de 40% dos pacientes com câncer do cólon e reto vão apresentar lesões no fígado no decorrer da doença. O uso de tratamentos tradicionais como quimioterapia e radioterapia, tem garantido uma sobrevida de dois anos ainda pequena (entre 25% e 30%) e de raros pacientes em longo prazo. Já a retirada da parte do fígado dos pacientes com câncer que já esteja comprometida com tumores mostrou-se a única forma de tratamento a apresentar resultado satisfatório em longo prazo. A sobrevida em cinco anos ficou entre 25% a 37%, e, em 10 anos, entre 20% e 22% - acrescenta Pitombo.