terça-feira, 27 de outubro de 2009

Câncer de Pele - Melanoma

Epidemiologia
A letalidade do câncer de pele melanoma é elevada, porém sua incidência é baixa.
As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sudeste.

O melanoma de pele é menos freqüente do que os outros tumores de pele (basocelulares e de células escamosas), porém sua letalidade é mais elevada.
Tem-se observado um expressivo crescimento na incidência deste tumor em populações de cor de pele branca.
Quando os melanomas são detectados em estádios iniciais os mesmos são curáveis.
O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do mesmo.
Nos países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos é de 73%, enquanto que, para os países em desenvolvimento, a sobrevida média é de 56%.
A média mundial estimada é de 69%.
Fatores de Risco
Os fatores de risco, em ordem de importância, são: a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Prevenção
Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos.
Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.
Sintomas
O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada.
A manifestação da doença na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação.
Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.

Diagnóstico
A coloração pode variar do castanho-claro passando por vários matizes chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea).
O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical.
Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme, podendo atingir ou não a derme papilar superior.
No sentido vertical, o seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

Tratamento
A cirurgia é o tratamento mais indicado.
A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos.
A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Vai passar!!!

É com pesar que informo à vocês que nossa fundadora e inspiradora Ana, faleceu dia 09/10, após ter travado uma batalha ferrenha contra a doença.

Não posso me furtar em passar-lhes um pouquinho de quem foi essa criatura:
" Ana é azeda , mas é doce quando é doce..."

Foram 10 anos de tratamento entre pesquisas, quimioterapia, radioterapia, Florais de Bach, Bioenergética, lágrimas, muitos sorrisos e uma tremenda disposição para enfrentar esse calvário.

Isso fez a diferença!

Cada comprimido foi ingerido com a expectativa de uma mudança no rumo das coisas...
Cada queda de cabelo foi enfrentada com lágrimas mas com a esperança de uma volta por cima.
A luta por sua vida e pela vida de outras pessoas a fizeram (con)viver mais anos com o câncer.

Eu tive a honra de passar os últimos meses muito ligada a ela, de corpo e mente.
Foram seis árduos meses.
E uma expressão marcou essa etapa: VAI PASSAR!!!
Eu lhe dizia isso constantemente, por acreditar que tudo um dia passa.
As coisas boas passam e as ruins também!!!

Várias internações, paracenteses, quimioterapias, muita dor, mas também muita alegria em cada alta, cada regresso para casa, cada melhora...

-Vai passar, amiga!

Ana foi uma guerreira sem dúvidas...
Incontáveis vezes presenciei pessoas que chegavam no quarto do Hospital para visitá-la e saíam de lá confortadas por ela.
Palavras de carinho, ânimo, incentivo e consolo.
Orações, cantos, comunhão, diálogo duros, piadinhas que ela fazia com a própria fragilidade.
Sem dúvida, sofri muito por presenciar tanto sofrimento dela, mas também cresci MUITO como ser humano.

Ana foi e será sempre, um anjo em minha vida!!!

Várias vezes me ligava chorando e em segundos de conversa lá estava ela me dando conselhos, me revelando suas preocupações com um amigo, ansiedade pelo futuro da filha e do marido.
E eu, com a resposta de sempre:

- Vai passar, amiga!

Ah! Que linda família!
Ana uma mulher especial, mãe, esposa, amiga...
Quantas facetas!
Tito, um marido presente, companheiro, firme...
A Rafa, uma menina-moça que foi gerada desse e nesse amor!

Como isso foi determinante para que Ana pudesse passar pela vida de tantos...

E lhes digo, sem medo de errar, ela fazia a diferença!!!
Ninguém saía de perto dela sem se sentir um pouco melhor!!!
Sem experimentar daquele sorriso...

Por isso, em meio sua dor, nos convocou a fundarmos a Associação Encontro.
E assim será feito.
Com a ajuda de cada um daqueles que a conheceram ou não, ouviram falar ou não, participaram de uma 'pregação' proferida por ela, conseguiremos realizar esse sonho dela.

Aos que passam por uma luta semelhante, nossas palavras devem chegar-lhes como ânimo e bálsamo...
Não desanime...
Afinal...
Vai passar!!!


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novos equipamentos do Hupe melhoram atendimento a pacientes com câncer

31/08/2009 - D.O./RJ

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o desenvolvimento de lesões e tumores no fígado (metástases) é a principal causa de morte entre portadores de câncer de colo-retal – considerado o segundo tipo mais letal da doença nos países ocidentais. No caso do Brasil, o índice de portadores da doença hoje em dia chega a 13 casos novos para cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres.

Porém, na Região Sudeste, esta taxa é ainda maior: 19 a cada 100 mil homens a cada 100 mil mulheres. Em conseqüência disso, pesquisadores e profissionais de saúde da região têm buscado melhores maneiras de estudar a doença e garantir o tratamento mais adequado.

No Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) da Universidade do estado do Rio de Janeiro (Uerj), um estudo coordenado pelo pesquisador e chefe do Departamento de Cirurgia Geral Marcos Pitombo e desenvolvido com o auxílio do edital Faperj “Apoio aos Hospitais Universitários Sediados no estado do Rio de Janeiro-2008” busca resolver o principal problema verificado: a falta de acesso da população ao procedimento cirúrgico voltado ao tratamento do câncer.

Para garantir a pacientes com câncer o acesso às modernas técnicas de intervenção cirúrgica no Hupe, a pesquisa “Novas estratégias na abordagem de metástases hepáticas do carcinoma do cólon e reto” possibilitou a compra de equipamentos necessários para realizar os procedimentos de maneira mais adequada.

-Enquanto numa operação de grande porte, sem o uso deste equipamento, haveria a necessidade de três auxiliares além do cirurgião, com o uso do afastador o mesmo procedimento poderia ser realizado com uma equipe mais reduzida – explicou Pitombo.

De acordo com o cirurgião, a intervenção cirúrgica é indispensável para o tratamento do câncer colo-retal.

-Cerca de 40% dos pacientes com câncer do cólon e reto vão apresentar lesões no fígado no decorrer da doença. O uso de tratamentos tradicionais como quimioterapia e radioterapia, tem garantido uma sobrevida de dois anos ainda pequena (entre 25% e 30%) e de raros pacientes em longo prazo. Já a retirada da parte do fígado dos pacientes com câncer que já esteja comprometida com tumores mostrou-se a única forma de tratamento a apresentar resultado satisfatório em longo prazo. A sobrevida em cinco anos ficou entre 25% a 37%, e, em 10 anos, entre 20% e 22% - acrescenta Pitombo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Câncer de Pele



A pele é o maior órgão do corpo humano.
É dividida em duas camadas: uma externa, a epiderme, e outra interna, a derme.
A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções.
Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura.

Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.

As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.

Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens.

Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes. Felizmente o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. Este tipo e o carcinoma epidermóide são também chamados de câncer de pele não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os principais tipos de tratamento do câncer

CIRURGIA
Remove o tecido tumoral do corpo
É o principal procedimento para a grande maioria dos cânceres.
Geralmente realizadas no hospital, mas alguns tipos de cirurgia podem ser realizados no consultório.
Os efeitos colaterais da cirurgia dependem do tipo de cirurgia e da saúde do paciente.

RADIOTERAPIA
A radioterapia consiste na utilização de radiações para destruir células tumorais.
Realizado no ambulatório de um hospital.
Sessões diárias, por quatro a cinco semanas com duração de poucos minutos.
Indolor.
Tratamento localizado.

QUIMIOTERAPIA
Envolve a administração de uma combinação de medicamentos para destruir as células do tumor.
Geralmente administrada através de uma injeção endovenosa no braço, mas hoje existem também drogas orais e administração via cateter.
Os efeitos colaterais vão depender do tipo de quimioterapia utilizada.
Cada sessão dura de uma a quatro horas e é repetida em intervalos de uma a três semanas.
Tratamento sistêmico (atua em todo o corpo)

HORMONIOTERAPIA
Envolve a administração de uma medicação que vai causar um ‘bloqueio hormonal’.
Mais utilizado em câncer de mama e de próstata, mas também em outros tumores.
Os efeitos colaterais vão depender do tipo de hormônio utilizado.
Tratamento sistêmico (atua em todo o corpo).

TERAPIA ALVO ESPECÍFICA
Novas drogas que trazem melhores perspectivas ao tratamento do câncer.
Envolve a administração de uma medicação que vai agir em um ponto específico da celular tumoral (proteína, receptor).
São anticorpos e substâncias que interferem na divisão e ‘funcionamento’ da célula tumoral.
Podem ser feitos combinados com quimioterapia ou isoladamente.
Os efeitos colaterais vão depender do tipo de droga utilizada.
Tratamento sistêmico (atua em todo o corpo).

sábado, 1 de agosto de 2009

O que é o câncer?

No mundo inteiro milhões de pessoas vivem com o diagnóstico de câncer (ou cancro).
A investigação constante é, inquestionavelmente, necessária.
Cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride.
Estão, também, sendo estudadas novas formas de prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção à melhoria da qualidade de vida das pessoas com câncer, durante e após o tratamento.

O QUE É O CÂNCER?
O câncer é a proliferação anormal de células.
O câncer tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo.
Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.
Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem.
Este conjunto de células extras forma um tumor.
Nem todos os tumores correspondem a câncer. Os tumores podem ser benignos ou malignos.

Os tumores benignos não são câncer:
Raramente não põem a vida em risco; Regra geral pode ser removido e, muitas vezes, regride; as células dos tumores benignos não se "espalham", ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).

Os tumores malignos são câncer:
Regra geral é mais grave que o tumor benigno; pode colocar a vida em risco;
Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer;
células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo (primitivo) e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas.
A partir do cancro original (tumor primário), formam-se novos tumores noutros órgãos, ou seja, as células cancerígenas podem "viajar" para outros órgãos, através do sistema linfático ou da corrente sanguínea.
Quando ocorre metástase o novo tumor tem o mesmo tipo de células anormais do tumor primário.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Como surgiu a ASSOCIAÇÃO ENCONTRO?




Um dos motivos que ajuda a sustentar a qualidade de vida de um portador de câncer é a manutenção da auto-estima. Há estudos que evidenciam isso.
Muitas pessoas que lutam contra essa terrível doença desafiam a Medicina e estão vivas.

Um dos exemplos mais conhecidos publicamente é do vice-presidente da República, José Alencar, que convive com o câncer em várias etapas e partes do corpo, há cerca de doze anos.
Nós, da “Associação Encontro”, temos um vitorioso exemplo entre nós: nossa inspiração, fundadora e presidenta vitalícia desta entidade Márcia Adriana, 37 anos, é portadora de câncer há 10 anos.

Tudo começou com um câncer de mama – diagnosticado tardiamente – que evoluiu para uma metástase óssea e hepática.
Nada disto foi suficiente para que esta mulher deixasse que um problema, mesmo dessa gravidade, a vencesse. Márcia contraria a todos os prognósticos médicos e para nossa alegria, está entre nós.

Por tudo o que tem vivido ao longo desta batalha, Ana, como é carinhosamente chamada pelos amigos e entes queridos, tem passado por diversas situações. Em todas essas nossa guerreira foi forte o suficiente para lutar, mudar o jogo.

A queda de cabelo, unhas enfraquecidas fizeram a Ana buscar soluções paliativas: perucas, lenços para esconder a perda das madeixas, entre outras coisas.

Tudo isso pode parecer apenas vaidade. Mas a batalha vai além do físico. Para uma pessoa que SEMPRE foi vaidosa, com os cabelos longos é difícil de se adaptar a uma nova realidade. Tudo isso exige todo um trabalho psicológico.

E foi nesses paliativos que Ana, apoiada nos que a amam, encontrou força para continuar. E assim criar a “Associação Encontro”. Uma entidade que pretende buscar as melhores condições de VIDA para que pessoas portadoras de câncer possam manter a auto-estima e amor próprio.