segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novos equipamentos do Hupe melhoram atendimento a pacientes com câncer

31/08/2009 - D.O./RJ

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o desenvolvimento de lesões e tumores no fígado (metástases) é a principal causa de morte entre portadores de câncer de colo-retal – considerado o segundo tipo mais letal da doença nos países ocidentais. No caso do Brasil, o índice de portadores da doença hoje em dia chega a 13 casos novos para cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres.

Porém, na Região Sudeste, esta taxa é ainda maior: 19 a cada 100 mil homens a cada 100 mil mulheres. Em conseqüência disso, pesquisadores e profissionais de saúde da região têm buscado melhores maneiras de estudar a doença e garantir o tratamento mais adequado.

No Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) da Universidade do estado do Rio de Janeiro (Uerj), um estudo coordenado pelo pesquisador e chefe do Departamento de Cirurgia Geral Marcos Pitombo e desenvolvido com o auxílio do edital Faperj “Apoio aos Hospitais Universitários Sediados no estado do Rio de Janeiro-2008” busca resolver o principal problema verificado: a falta de acesso da população ao procedimento cirúrgico voltado ao tratamento do câncer.

Para garantir a pacientes com câncer o acesso às modernas técnicas de intervenção cirúrgica no Hupe, a pesquisa “Novas estratégias na abordagem de metástases hepáticas do carcinoma do cólon e reto” possibilitou a compra de equipamentos necessários para realizar os procedimentos de maneira mais adequada.

-Enquanto numa operação de grande porte, sem o uso deste equipamento, haveria a necessidade de três auxiliares além do cirurgião, com o uso do afastador o mesmo procedimento poderia ser realizado com uma equipe mais reduzida – explicou Pitombo.

De acordo com o cirurgião, a intervenção cirúrgica é indispensável para o tratamento do câncer colo-retal.

-Cerca de 40% dos pacientes com câncer do cólon e reto vão apresentar lesões no fígado no decorrer da doença. O uso de tratamentos tradicionais como quimioterapia e radioterapia, tem garantido uma sobrevida de dois anos ainda pequena (entre 25% e 30%) e de raros pacientes em longo prazo. Já a retirada da parte do fígado dos pacientes com câncer que já esteja comprometida com tumores mostrou-se a única forma de tratamento a apresentar resultado satisfatório em longo prazo. A sobrevida em cinco anos ficou entre 25% a 37%, e, em 10 anos, entre 20% e 22% - acrescenta Pitombo.

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